Crossfit: sintomas que indicam problemas no quadril no Crossfit

dor no quadril

Sumário

O quadril é uma das articulações mais exigidas do corpo humano, tanto nas atividades do dia a dia quanto na prática esportiva. Mesmo assim, muitas pessoas desconhecem a real importância dessa estrutura.

Ao longo deste texto, você vai entender qual é o papel do quadril na execução dos movimentos, especialmente na sustentação e na transferência de peso, além de conhecer os sintomas mais frequentes que podem indicar algum problema nessa articulação.

Nosso objetivo é ajudar você a entender como o quadril funciona, porque os sintomas de problemas na região podem ser confusos, fazendo parecer que o problema está em outra área do corpo, e a importância de um diagnóstico preciso.

Entenda o papel do quadril na execução dos movimentos do corpo

A articulação do quadril exerce uma função fundamental na movimentação do corpo. E os problemas mais comuns que acometem essa região estão relacionados, principalmente, à idade ou à prática esportiva.

Entre os idosos, um dos problemas mais frequentes é a artrose de quadril, condição associada ao desgaste natural da articulação ao longo dos anos.

Esse desgaste leva à perda da superfície articular, o que provoca dor e pode gerar diversas outras limitações funcionais. Já em pessoas mais jovens, as queixas relacionadas ao quadril costumam estar ligadas à prática de esportes de alto impacto ou de alto rendimento, além da realização de atividades físicas sem a orientação necessária.

Antes de compreender porque o quadril é tão exigido durante a movimentação do corpo, é importante saber que se trata de uma estrutura forte e resistente, formada pela articulação do fêmur, um osso grande e longo, com a pelve.

É uma articulação que está diretamente relacionada à descarga de peso do corpo. Em modalidades como o CrossFit, praticamente todos os movimentos, como saltos, corridas, agachamentos e exercícios que exigem a transferência de peso das pernas para a coluna, dependem do quadril.

Indo além do CrossFit, as caminhadas, corridas e diversas outras práticas esportivas também exigem bastante dessa articulação. Além disso, pessoas que trabalham longos períodos em pé estão constantemente submetendo o quadril a altos níveis de compressão.

Exemplo pratico sobre Crossfit

No CrossFit, um bom exemplo é o movimento de Back Squat, o agachamento em que a barra é posicionada atrás do pescoço e o praticante desce até ultrapassar os 90 graus de flexão do joelho, retornando em seguida à posição inicial. Nesse exercício, não basta apenas força nas pernas: é necessário coordenar o peso da barra com o peso corporal e direcionar essa carga de forma eficiente até a região do glúteo.

Dentro desse movimento de sentar e levantar, o quadril é responsável por, pelo menos, um terço do trabalho envolvido. Em ações como o salto, essa mesma função é mantida, porém de maneira mais rápida e explosiva.

Na corrida, a exigência é diferente, mas igualmente intensa. O quadril precisa sustentar o peso de todo o corpo apoiado sobre uma única perna, somando a carga da parte superior do tronco com o peso da perna que está suspensa no ar.

Fica claro que o quadril é uma estrutura fundamental tanto para o desempenho esportivo quanto para as atividades cotidianas, e que essa estrutura precisa lidar tanto com a ação da gravidade quanto com o próprio peso corporal.

Agora que a importância do quadril no dia a dia e no esporte já ficou mais clara, vamos abordar os principais sintomas apresentados por quem enfrenta algum tipo de problema nessa articulação.

Quais são os sintomas mais frequentes que indicam problemas no quadril

É raro alguém apresentar uma dor localizada especificamente no quadril. Isso acontece porque a sensibilidade do nosso corpo é muito mais precisa nas extremidades, como mãos, pés e rosto, enquanto nas regiões proximais essa percepção costuma ser menor.

Por esse motivo, sintomas relacionados ao quadril frequentemente se manifestam como uma dor difusa, que pode iniciar na parte anterior da região, se espalhar pela lateral e alcançar a região posterior do glúteo. Em outros casos, a dor começa na lateral do glúteo e desce ao longo da lateral da coxa.

Não é incomum que esse desconforto seja confundido com dor na lombar. Em algumas situações, a dor também pode ser interpretada, erroneamente, como localizada na região dos rins.

Essa confusão acontece porque o quadril está em uma região onde há muitas estruturas próximas umas das outras.

Veja algumas condições onde pode haver essa confusão de sintomas:

Síndrome do Piriforme

Na Síndrome do Piriforme, por exemplo, essa confusão de sintomas é bastante comum. O piriforme é um dos músculos responsáveis pela estabilização da articulação do quadril e, quando comprometido, pode gerar uma dor cuja origem não é facilmente identificável.

Essa síndrome aparece com frequência em pessoas que permanecem sentadas por longos períodos, como quem trabalha em escritório. Nessas situações, o músculo tende a ficar excessivamente tenso e com pouca circulação, o que favorece o surgimento de contraturas.

Também é frequente em pessoas que realizam movimentos repetitivos de rotação lateral do quadril, como bailarinas, praticantes de jiu-jitsu e corredores.

A tensão do piriforme pode comprometer uma estrutura importante que se localiza próxima a ele: o nervo ciático. Isso ocorre principalmente em indivíduos que apresentam uma variação anatômica, em que o nervo ciático atravessa o músculo piriforme.

Quando o músculo está muito contraído, ele pode provocar sinais semelhantes aos da dor ciática, caracterizados por irradiação para a lateral da perna, além de formigamento e sensação de fraqueza.

Se você quer saber quais são as melhores formas de tratar sua dor no quadril, leia a matéria: “Dor no quadril na Corrida e no Crossfit: principais erros e como prevenir.

Síndrome da Banda Iliotibial

Bastante frequente em corredores, a Síndrome da Banda Iliotibial é outra condição que afeta o quadril e provoca confusão nos sintomas.

Ao observarmos o quadril de lado, é possível identificar uma estrutura que se estende da região do flanco, ou da cintura, até a parte lateral do joelho. Trata-se de uma combinação de músculo e tendão, sendo responsável por controlar a estabilidade da pelve durante os movimentos laterais.

Quando uma pessoa apoia o peso do corpo em apenas uma perna e permite que o quadril “caia”, produzindo aquele movimento de “rebolada”, essa estrutura lateral é excessivamente alongada, quando deveria estar oferecendo sustentação. Esse padrão de movimento pode contribuir para o desenvolvimento da Síndrome da Banda Iliotibial.

Como o quadril, a pelve e a região lombar são três áreas que estão muito próximas entre si e que compartilham diversos músculos que atravessam as três regiões, torna-se bastante difícil identificar qual a origem da dor.

Ponto gatilho no iliopsoas

Outra condição referente ao quadril que é bastante frequente é o ponto gatilho no iliopsoas. Esse músculo, que tem origem nas regiões mais altas da coluna e se insere na parte anterior do fêmur, é responsável pela flexão do quadril.

É comum ocorrer em movimentos como o Toes to Bar, exercício do CrossFit na barra, com grande fechamento do quadril e alta exigência muscular.

Nesses casos, surgem dificuldade de manter o corpo esticado, ardência na parte anterior do quadril e, às vezes, dor lombar.

Como você pode ver, também são sintomas que podem gerar confusão quanto à origem do problema.

Se você esta com dificuldade em seus treinos e não sabe como tratar, este é o momento de procurar uma fisioterapia esportiva para começar a tratar antes que o problema se agrave.

Necrose da cabeça do fêmur

Finalmente, temos a necrose da cabeça do fêmur.

Embora seja bastante frequente, é uma condição que atinge um grupo bem mais específico: homens acima dos 60 anos de idade. O quadro surge de forma súbita, com dor intensa no quadril e queimação, dificultando identificar se a origem está na lombar ou na perna.

O diagnóstico correto é possível através de exames de imagem, como a radiografia, onde é possível observar a presença de sangue dentro da articulação.

A presença do sangue tem uma explicação simples: a cabeça do fêmur é irrigada pela artéria da cabeça do fêmur. Quando essa artéria sofre uma oclusão, a circulação sanguínea é interrompida, causando a necrose do tecido ósseo.

Nesses casos, o tratamento é cirúrgico e envolve a remoção das áreas necrosadas, tanto da cabeça do fêmur quanto do acetábulo, seguida da implantação de uma prótese no local.

Os principais sintomas de problemas no quadril durante a prática do CrossFit

Na prática do CrossFit, é bastante comum ouvirmos praticantes relatarem dificuldades relacionadas à mobilidade. Um ótimo movimento para se analisar essa limitação é o agachamento, tanto livre quanto na barra. Ao analisar o movimento de perfil, nota-se limitação, como se a pessoa não conseguisse flexionar as pernas além de certo ponto.

Outro padrão frequente é o posicionamento do quadril excessivamente para trás, com uma inclinação simultânea da barra para a frente. Quando isso acontece, normalmente são dois os fatores apontados como responsáveis: o tornozelo e o quadril. Mas muitas vezes o problema não se resume a uma única causa, podendo envolver um conjunto de aspectos, incluindo a falta de um alongamento adequado.

Por isso, é fundamental avaliar o contexto global e entender por que o quadril não cumpre sua função de forma eficiente durante o movimento.

Em termos mais gerais, podemos citar outros sintomas frequentes quando há um problema no quadril, que são:

para não depositar o peso corporal sobre a perna que está dolorida, a pessoa manca, evitando, assim, a dor. Ela também limita o movimento do quadril ao caminhar, mantendo-o travado e, para não esticá-lo, faz o que chamamos de “movimento de C” com seus pés;

não conseguir permanecer por muito tempo sentado, porque essa posição implica na flexão do quadril, o que causa dor e incômodo. Como este também é um sintoma de problemas na região lombar, é fundamental fazer um bom diagnóstico;

sentir dor durante a corrida. Ou sentir o quadril travado durante ou após a corrida;

uma dor mais aguda e específica na lateral da coxa, o que pode indicar tendinite ou bursite no quadril;

dor no joelho, o que pode ser explicado pelo trajeto de determinados músculos que se estendem até o quadril.

Conclusão

Em síntese, o quadril reúne estruturas muito próximas, o que torna os sintomas frequentemente confusos. Por esse motivo, raramente alguém relata uma dor claramente localizada no quadril, já que percebe o desconforto em áreas como a lombar, a coxa ou até o joelho.

Nesse cenário, é fundamental entender por que a dor e as limitações de movimento ocorrem e identificar sua origem, não apenas o local do sintoma.

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