Você foi diagnosticado com tendinite patelar, também conhecido como joelho de saltador?
Neste caso, você sente uma dor localizada na frente do joelho, principalmente ao subir ou descer escadas.

Nos jogadores de futebol, voleibol, tenistas, Crossfiteiros as duas principais queixas que ouvimos dos atletas que chegam à nossa clínica são:
- dor no início do treino, quando eles ainda não fizeram o aquecimento e, portanto, o corpo está frio.
- dor nos movimentos de salto e freio, quando eles diminuem a velocidade abruptamente.
Como todo tendão, o ligamento patelar é similar a uma corda, que é composta por várias pequenas fibras.
A tendinite patelar ocorre quando há a inflamação dessas fibras.
Uma corda não é capaz de gerar contração, ela não faz um movimento ativo. Para amarrar algo com uma corda manuseamos apenas uma das pontas e puxamos a outra. Ou seja, a corda só faz o movimento de puxar, só transmite tensão.
Não é possível romper a corda fazendo uma tração uniforme e constante. Para rompê-la, é preciso fazer várias trações rápidas e abruptas que vão, aos poucos, desgastando e quebrando as suas fibras.

É justamente nessa forma como a tensão é aplicada que está o ponto-chave da tendinite patelar. Para evitar o desgaste do tendão, a tensão deve ser uniforme.
Se observarmos um tendão inflamado através de um microscópio, veremos que as fibras ficaram mais espaçadas e que existe um edema entre elas.
Como foram submetidas a uma tensão irregular, que gerou o seu desgaste, inicia-se um processo inflamatório dessas fibras, criando mais espaço entre elas. Esse espaçamento é consequência da atividade das células inflamatórias.

Quando se fala sobre tendinite, normalmente o foco está no processo inflamatório em si, bem como nesse espaçamento que ocorre entre as fibras. Nessa matéria nosso objetivo é ir além e ajudar você a entender o movimento, a funcionalidade do joelho e como se dá o tensionamento do tendão em quem joga futebol.

No movimento de cabeceio, por exemplo, o atleta dá um salto, que é um movimento de aceleração. No movimento de retorno, quando esse atleta cai, é comum vermos um movimento de grande impacto, quando ele bate o pé no chão sem amortecimento.

Quem já brincou descalço na rua sabe bem como isso funciona: quando pulamos e caímos, apoiando primeiro o calcanhar no chão, nos machucamos justamente porque não usamos a musculatura da panturrilha e do quadríceps para gerar tensão e amortecimento ativo.
Ou seja, geramos uma tensão muito abrupta sobre o tendão.
São movimentos como esse, executados de forma repetitiva, que desencadeiam os processos de tendinite patelar dentro da prática esportiva, especialmente no futebol.
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Nas próximas páginas, você vai descobrir como é o tratamento da tendinite patelar na fisioterapia esportiva, com dicas de exercícios e tempo de recuperação em cada etapa.
Como é o tratamento da tendinite patelar na fisioterapia esportiva
Para ilustrar como é o tratamento da tendinite patelar na fisioterapia esportiva vamos utilizar o caso do Daniel, um zagueiro que chegou à nossa clínica com todos os sintomas característicos.
Quando estava jogando, Daniel já sentia bastante dor durante o contra ataque, quando ele estava correndo para acompanhar o posicionamento do time.
Mas era no momento em que ele tinha que voltar para a sua posição de zagueiro, quando ele precisava fazer um movimento rápido de recuperação para voltar à defesa, que ele sentia uma pontada na frente do joelho.

A dor para subir e descer escadas, um dos sintomas mais comuns em quem tem tendinite patelar, também foi relatada. Mas como ele não usava escadas com frequência, este era um sintoma que ele sentia em momentos muito específicos e, por isso, não chamava tanto a sua atenção.

Daniel já tinha tomado algumas iniciativas para amenizar a dor, como aplicar gelo no local e tomar anti-inflamatórios, o que ajudou momentaneamente. Mas quando ele nos procurou, ainda sentia bastante dor e desconforto.
Para ajudar na recuperação do Daniel e levá-lo de volta ao jogo, iniciamos nosso tratamento de 3 fases.
Continue lendo para saber como é cada etapa deste tratamento.
1ª Fase do Tratamento de Tendinite Patelar – Fase aguda: controle da dor e inflamação
A primeira fase do tratamento é direcionada para o controle de sintomas.
É interessante que o paciente mantenha um mínimo de preparação física. Portanto, se ele consegue fazer exercícios de baixa e de média intensidade sem dor, pode participar dos treinos táticos. Mas se mesmo ficando em pé ou fazendo atividades básicas ele sente dor, deve evitar os treinos a princípio.
Nesta etapa fazemos a drenagem linfática na região ao redor da patela, porque é bem comum que o joelho fique edemaciado e por isso mais sensível. O laser é utilizado para controlar os sinais inflamatórios e também usamos a eletroterapia para controlar a dor e o desconforto.

Uma prática muito importante nessa fase do tratamento são as isometrias.
Lembra que nós falamos que o tendão deve trabalhar como uma corda? Devemos aplicar uma tensão regular para essa corda entender qual é a direção das novas fibras que se formarão a partir do processo de cicatrização.
As fibras foram machucadas, e aplicamos uma tensão regular, em isometria, para as células de cicatrização entenderem como elas devem se comportar.
Exercícios para tratamento da tendinite patelar na primeira fase
O que são exercícios isométricos? São exercícios como:
- o agachamento isométrico, em que você mantém a posição do agachamento parado, sem subir nem descer;

- os movimentos de quatro apoios sem apoiar o joelho no chão, como se fosse uma prancha;

- os movimentos de abdominal com a perna esticada como, por exemplo, o abdominal canivete e o abdominal infra ou V-up;

- e movimentos em que o joelho se mantém ou esticado ou dobrado, fazendo força sem gerar movimentos.

Esse é o protocolo inicial padrão para o tratamento da tendinite patelar na Wolf Fisioterapia.
2ª Fase Tratamento de Tendinite Patelar – Reestruturação: fortalecimento e postura
A segunda fase é a chamada fase de reestruturação.
É uma etapa em que aplicamos exercícios com mais angulação, mas apenas em ângulos de proteção.
O paciente começa a fazer exercícios em que consegue dobrar o joelho, como o agachamento, mas em uma angulação controlada, ou seja, acima dos 90° (acima da linha paralela entre o joelho e o quadril).

Exercícios que exigem um deslocamento agachado, como o siri, a caminhada lateral e a fundo deslizando também são utilizados bastante na clínica.
São exercícios em que o paciente faz a angulação de uma forma protegida. Ele não faz nem movimentos rápidos demais nem movimentos muito amplos com o joelho.

É nessa fase também que começamos a expor o paciente aos movimentos esportivos. A condução de bola, a caminhada conduzindo a bola e a corrida no lugar – que expõe o atleta a uma velocidade mais semelhante a do esporte, porém sem dobrar e esticar os joelhos rapidamente – são exemplos de exercícios que usamos nessa fase de reestruturação e que começam a ser incluídos com o retorno ao esporte.
É uma etapa do tratamento em que trabalhamos com pouco impacto e com um foco maior no ganho de força muscular, para proteger o joelho.
Outro ponto importante, com o qual nos preocupamos muito na Wolf durante essa fase, é a reestruturação da postura: buscamos entender como o joelho está sendo usado para a aplicação de força no chão, seja para o salto, seja para a mudança de direção, seja para o movimento de freio.

O joelho está em uma posição que coincide com o meio do pé e o meio do quadril. O quadril, por sua vez, é o responsável por transferir todo o peso corporal que será aplicado sobre a perna.
Por isso, é importante haver um alinhamento entre os ombros, o core, o quadril, o joelho e o pé.

Esse alinhamento é o que chamamos de postura, sendo um dos nossos principais focos durante as sessões de fisioterapia esportiva.
Aplicamos exercícios para entender como está o alinhamento do quadril e como está o posicionamento da cintura quando o paciente fica em cima de uma perna só.
Enfim, tentamos entender como ele se posiciona, como ele organiza o seu peso corporal e aplica a força para lidar com o impacto no chão.

No caso do Daniel, utilizamos movimentos de rotação da cintura baixa, ou bacia, que foram muito importantes para melhorar tanto o seu equilíbrio quanto o seu alinhamento postural e, assim, melhorar a aplicação de peso em cima de uma perna só.
E o que nós observamos enquanto ele fazia esses exercícios?
Quando ele fazia uma corrida no lugar, o skipping, e parava sobre uma perna só, a cintura dele ficava balançando para as laterais. Percebemos que ele não tinha muito controle sobre esse movimento, não importando quantas vezes ele o repetisse.

Isso mostrava que ele tinha uma dificuldade de controlar seu centro de gravidade e de antecipar o movimento da corrida e, naquele exercício principalmente, de antecipar a pausa em cima de uma perna só. Ou seja, tinha uma dificuldade de manter a postura correta, não conseguindo organizar o próprio peso e o alinhamento corporal para ficar sobre uma perna só.
Algumas pessoas chamam isso de equilíbrio, outras chamam de propriocepção. Aqui na Wolf chamamos de postura. Entender e colocar em prática esse conceito é fundamental durante o processo de reestruturação da postura.
Um resumo da primeira e segunda fases do tratamento
Na primeira fase, o foco do tratamento está voltado para o problema que o paciente tem no joelho e seus sintomas. Tratamos o edema, a inflamação, cuidamos da dor e do desconforto. Cessando a dor, ele é liberado para voltar às atividades do cotidiano.
Entramos então na segunda fase, quando ele não sente mais dor e pode voltar aos treinos. Para que ele volte ao esporte com segurança, fazemos um trabalho de fortalecimento muscular da perna e dos músculos posturais que sustentam o corpo.
Nessa fase, não olhamos apenas para o joelho, mas também para a forma como ele utiliza o seu corpo na prática do esporte. Se ele estiver utilizando de uma forma incorreta, ou seja, com uma postura incorreta, pode machucar o joelho. No caso do Daniel, a lesão no joelho aconteceu devido a um atraso do equilíbrio, que gerava um balanço na cintura que, por sua vez, forçava o joelho.

Imagine um atleta que pesa 90 kg. Desse peso total, pelo menos 50 kg estão acima da linha da cintura. Se esses 50 kg são distribuídos de forma muito irregular sobre a perna, quando ele vai frear, por exemplo, esse movimento será executado de forma pouco benéfica para o seu joelho.
É como frear um caminhão que está super carregado, mas com a carga solta. A caçamba vai ficar balançando e os freios terão dificuldade de aplicar a força necessária no chão para funcionarem corretamente. Porque a carga que está em cima do caminhão está solta e balançando.
3ª fase do Tratamento de Tendinite Patelar- Retorno ao Esporte
Na terceira fase do tratamento aplicamos tanto a reestruturação postural quanto a reestruturação física do joelho no esporte.
É quando o paciente começa a treinar exercícios mais específicos como a corrida, a aceleração e o freio, somados à mudança de direção, tanto para a frente, quanto para trás e para as laterais.

O objetivo é melhorar a aplicação de peso, ou seja, primeiro organizar melhor a carga que estava desamarrada na caçamba.
O que, na prática, é organizar melhor o peso corporal acima da linha da cintura, organizar o core, para somente então fazer o joelho e a perna trabalharem adequadamente, no caso do caminhão, a aplicação do freio nas rodas, pneus e no chão.
No caso do Daniel, trabalhamos ainda o cabeceio, uma queixa que não era tão forte no início, porque ele treinava poucas vezes ao longo da semana, mas que foi aparecendo ao longo do tratamento. Aplicamos, então, a reeducação da postura também no movimento de cabeceio.

Uma pergunta que você pode se fazer nesse momento é: como nós conseguimos simular esses movimentos do esporte dentro da sala de fisioterapia esportiva e fazer a reeducação postural?
Essa é uma das partes mais interessantes, pois nosso corpo se organiza utilizando padrões de movimento e dependendo da situação que criamos na sala da fisio, ele mostra a mesma resposta que mostra no campo.
E essa é uma das partes mais motivadoras do nosso trabalho para a qual nos dedicamos bastante, que é prestar atenção aos detalhes, principalmente do peso corporal, e oferecer diferentes alternativas para os nossos pacientes que sejam aplicáveis de fato e não apenas palpites.
Para desenvolvê-lo, não precisamos simular efetivamente uma cobrança de lateral do início ao fim para que o nosso paciente faça um cabeceio enquanto observamos como ele se movimenta.

Outro ponto muito importante dessa fase de retorno ao esporte, e que nós utilizamos com frequência na Wolf, é passar bastante lições de casa ao paciente.
Ele deixa a sessão de fisioterapia esportiva com a recomendação de muitos exercícios semelhantes aos que são feitos no aquecimento da sua modalidade esportiva, para colocar em prática na beira do campo.
Objetivo principal
O objetivo é que ele saiba que existe uma forma diferente de se movimentar e, sobretudo, que ele se lembre disso não só durante o aquecimento, mas durante toda a sua prática esportiva.
Ou seja, na terceira fase do tratamento a clínica funciona como um laboratório, onde o paciente estuda a postura correta para se movimentar. Após aprender, ele recebe como lição de casa colocá-la em prática dentro de campo. Na sessão de retorno, verificamos se ele conseguiu executar direito ou não e fazemos os ajustes necessários.

Uma das principais dicas que damos aos nossos pacientes é que eles precisam ter a sensação de segurança, a sensação de firmeza durante o movimento. Se eles estão se sentindo bem e seguros ao executá-lo, e percebem que conseguem um desempenho melhor, não há porque descartá-lo durante a prática esportiva.

No caso do Daniel, cuidamos do controle do centro de gravidade com exercícios ajoelhado no tatame e seguimos com movimento de pular e voltar para o step, para trabalhar a pliometria junto com o movimento do cabeceio.
Também trabalhamos algumas mudanças de direção, pulando pelos lados do step, e a marcação com cone de 2 ou 3 passos laterais.
Sempre focando na qualidade do movimento e observando se ele estava firme, se estava bem equilibrado e se ele conseguia fazer uma boa aplicação de força contra o chão.
Porque a terceira fase do tratamento é tão importante
A terceira fase é muito importante para evitar o que chamamos de tentativa e erro.
O paciente faz 10 sessões de fisioterapia, o joelho melhora, ele volta a jogar, o joelho piora novamente e assim sucessivamente. O principal objetivo da terceira etapa é que isso deixe de acontecer.
E isso só é possível quando o retorno ao esporte é feito de uma forma bem estruturada, levando em conta dois fatores principais:
- Exposição gradativa à carga de treino
- E, principalmente, as correções posturais adequadas, ou seja, o tratamento da causa raiz do problema.
Se você sabe que a carga do caminhão está solta na caçamba, não tem porque você continuar rodando com o caminhão sem antes amarrá-la, certo?
Se você fizer isso, a carga vai continuar atrapalhando os freios e o desempenho do caminhão na estrada. Então por que você vai voltar aos treinos sem antes tratar adequadamente sua postura para não sobrecarregar o joelho?
Por isso, o foco da fase de retorno ao esporte é tratar a causa. No caso do Daniel, tratamos o que estava deixando a sua cintura muito solta, com exercícios de core e quadril em exercícios de equilíbrio para aplicação de força no chão. Assim, melhoramos a absorção de impacto e o devolvemos ao esporte de uma forma segura e adequada.

Qual é o tempo de recuperação da tendinite patelar na fisioterapia esportiva
A primeira fase costuma levar entre 2 a 4 semanas.
No caso do Daniel, que já era atleta, o tratamento dessa fase mais aguda durou cerca de duas semanas. O fato de ele já estar acostumado com uma rotina de treinamento de alta intensidade, inclusive com os treinos que aplicamos no tratamento, além de vir de uma prática esportiva de 5 anos, acelerou um pouco o processo.
A segunda fase, que é o tempo de reestruturação, o tempo necessário para que o músculo fique mais forte, leva entre 4 até 12 semanas.
A terceira e última fase, que é a fase de retorno ao esporte, costuma levar entre 12 a 18 semanas.
Um ponto importante a ser destacado é que o retorno ao esporte se dá de forma gradativa. Dependendo da gravidade e dos sintomas, o paciente pode voltar a treinar desde o primeiro mês após o início do tratamento até 4 meses depois.
Os fatores determinantes para esse retorno são tanto o preparo físico do paciente quanto o tempo de aprendizado que ele precisa para ser transferido do nosso laboratório, que é a sala de fisioterapia esportiva, para o campo.
A segunda e a terceira fase podem, muitas vezes, começar juntas. Nesse caso, não liberamos o paciente para fazer 100% do treino.
Durante a fase de reestruturação, entre 4 e 12 semanas, liberamos ele para algumas atividades dentro de campo, como uma cobrança de bola parada, algumas atividades mais táticas, um pouco de preparo físico.
Dependendo da atividade que ele vai fazer, se estiver bem combinado, é possível passar pelas duas fases ao mesmo tempo.

Resumindo
Quando falamos de tempo de tratamento, os prazos não são fixos e delimitados. Depende muito do preparo físico, da consciência corporal do atleta e do quanto ele consegue colocar em campo o que aprendeu no laboratório da fisioterapia esportiva.
Conclusão
O bom resultado no tratamento da tendinite patelar depende, sobretudo, de uma boa avaliação inicial do atleta.
Tanto uma boa avaliação médica, que olha para o contexto do seu esporte, do seu joelho, do seu estado clínico, que considera a sua idade, a sua condição física e solicita os exames de imagem.
Quanto uma boa avaliação fisioterapêutica, que faz um bom planejamento da sua reabilitação.
Nós sempre destacamos o quanto a primeira sessão de fisioterapia é a mais importante do tratamento, porque é durante essa sessão que planejamos todo o processo terapêutico, desenhando, do início ao fim, a sua reabilitação.
Algumas pessoas podem questionar: “Mas 4 meses não é muito tempo para tratar o joelho? Não existe um tratamento mais rápido?”
O problema é que tratamentos muito rápidos não irão abordar o que precisa ser abordado, como a sensação de insegurança dentro do campo, a sensação de que os passos estão atropelados dentro de campo e, principalmente, não irão abordar e tratar a causa raíz do problema.
Para tratar a tendinite patelar de uma forma definitiva, com resultados efetivos e de longo prazo, evitando que o problema retorne, a base fundamental será sempre uma boa avaliação e um bom planejamento do processo terapêutico.
A Clínica Wolf Fisioterapia, localizada no Brooklin, em São Paulo, é especializada em Fisioterapia Esportiva. Clique aqui para agendar sua sessão de avaliação com nossa equipe ou venha nos visitar e conhecer de perto nosso espaço.


