A tendinite patelar, também conhecida como “joelho de saltador”, é uma das lesões mais comuns do joelho, principalmente em esportes de alto impacto como o futebol. Ela afeta diretamente o desempenho do atleta, causa dor e, quando não tratada da forma correta, pode se tornar uma condição crônica.
Nesta matéria você vai entender:
– o que é a tendinite patelar;
– entenda a causa da tendinite patelar e porque ela é tão frequente em jogadores de futebol;
– quais são os principais sintomas;
– como diferenciar de outras lesões semelhantes como a condromalácia patelar;
Leia até o fim e entenda o que causa esta lesão, por que é comum em jogadores de futebol, tenistas e crossfiteiro, quais os sintomas e como acelerar a sua recuperação e voltar ao esporte com mais segurança e bom desempenho.
O que é a tendinite patelar
A tendinite patelar, também conhecida como “joelho de saltador”, é a inflamação do ligamento patelar, responsável por fazer a ligação entre a patela (um osso móvel localizado à frente do fêmur) e a tíbia, na região anterior do joelho.

O ligamento patelar é responsável por executar a tração do osso da perna que, do outro lado, é ativado pelo músculo do quadríceps. Ou seja, toda a parte anterior da coxa se conecta ao tendão patelar. Por isso, ele é essencial para funções como ficar em pé, caminhar e, principalmente, saltar.

Falando de jogadores de futebol mais especificamente, além dos diversos movimentos de salto, como nos cabeceios e eventuais momentos de encontro com o adversário, existe ainda a corrida e a mudança de direção, movimentos que também têm a influência do tendão patelar.
Entenda o que é a tendinite patelar na prática
Como todo tendão, o ligamento patelar é similar a uma corda, que é composta por várias pequenas fibras.
A tendinite patelar ocorre quando há a inflamação dessas fibras.
Uma corda não é capaz de gerar contração, ela não faz um movimento ativo. Para amarrar algo com uma corda manuseamos apenas uma das pontas e puxamos a outra. Ou seja, a corda só faz o movimento de puxar, só transmite tensão.
Não é possível romper a corda fazendo uma tração uniforme e constante. Para rompê-la, é preciso fazer várias trações rápidas e abruptas que vão, aos poucos, desgastando e quebrando as suas fibras.

É justamente nessa forma como a tensão é aplicada que está o ponto-chave da tendinite patelar. Para evitar o desgaste do tendão, a tensão deve ser uniforme.
Se observarmos um tendão inflamado através de um microscópio, veremos que as fibras ficaram mais espaçadas e que existe um edema entre elas.
Como foram submetidas a uma tensão irregular, que gerou o seu desgaste, inicia-se um processo inflamatório dessas fibras, criando mais espaço entre elas. Esse espaçamento é consequência da atividade das células inflamatórias.

Quando se fala sobre tendinite, normalmente o foco está no processo inflamatório em si, bem como nesse espaçamento que ocorre entre as fibras. Nessa matéria nosso objetivo é ir além e ajudar você a entender o movimento, a funcionalidade do joelho e como se dá o tensionamento do tendão em quem joga futebol.

Exemplo prático
No movimento de cabeceio, por exemplo, o atleta dá um salto, que é um movimento de aceleração. No movimento de retorno, quando esse atleta cai, é comum vermos um movimento de grande impacto, quando ele bate o pé no chão sem amortecimento.

Quem já brincou descalço na rua sabe bem como isso funciona: quando pulamos e caímos, apoiando primeiro o calcanhar no chão, nos machucamos justamente porque não usamos a musculatura da panturrilha e do quadríceps para gerar tensão e amortecimento ativo.
Ou seja, geramos uma tensão muito abrupta sobre o tendão.
São movimentos como esse, executados de forma repetitiva, que desencadeiam os processos de tendinite patelar dentro da prática esportiva, especialmente no futebol.
Nas próximas páginas, você vai descobrir como identificar se você pode estar sofrendo de tendinite patelar.
Quais são os sintomas mais frequentes da tendinite patelar, onde dói?
A tendinite patelar tem sintomas variados, sendo o mais comum uma dor localizada na frente do joelho, principalmente ao subir ou descer escadas.
Outro sintoma frequente é sentir uma dor no início dos treinos que, à medida que o atleta aquece, vai diminuindo.

No futebol, a dor também pode ser sentida nos saltos, nos cabeceios, em uma mudança muito brusca de direção e, principalmente, no movimento de freio, que ocorre quando o jogador vai fazer, por exemplo, um contra-ataque: ele está correndo e, para mudar de direção, diminui a velocidade de uma forma abrupta.
No jogador com tendinite patelar, esse é um dos momentos em que ele mais sente uma dor aguda e muito pontual na frente do joelho, que só piora com a tensão na região.
Ou seja, um sintoma da tendinite patelar é a dor sentida quando o atleta está em movimento.

Essas são as duas principais queixas que ouvimos dos atletas que chegam à nossa clínica:
– dor no joelho no início do treino, quando eles ainda não fizeram o aquecimento e, portanto, o corpo está frio.
– dor no joelho nos movimentos de salto e freio, quando eles diminuem a velocidade abruptamente.
Apesar de ser mais comum em jogadores de futebol, a tendinite patelar também pode acometer atletas de outros esportes, como o tênis e o CrossFit, que são práticas desportivas onde os movimentos de freio e, eventualmente, os movimentos de salto, também ocorrem.
Qual a diferença entre tendinite patelar e condromalácia patelar?
A tendinite patelar e a condromalácia patelar são duas condições diferentes e frequentemente confundidas entre si devido à semelhança do sintoma, que é a dor na parte anterior do joelho.
Enquanto a tendinite patelar é uma inflamação do tendão provocada pela tensão excessiva no ligamento patelar, a condromalácia é um desgaste da articulação da patela com o fêmur.
É importante ressaltar que, apesar de normalmente surgirem isoladamente, algumas vezes elas podem estar associadas.
Como a patela desliza por cima do osso do fêmur, quando ela faz um trajeto de forma muito irregular, provoca um desgaste não só do tendão patelar, mas também da superfície articular do fêmur com a patela, provocando as duas condições simultaneamente: a tendinite e a condromalácia patelar.
TENDINITE PATELAR

CONDROMALÁCIA PATELAR

Continue lendo para saber como é realizado o diagnóstico e qual o melhor tratamento para a tendinite patelar.
Como saber se é tendinite patelar, diagnóstico
Grande parte do diagnóstico é clínico, ou seja, não há necessidade de exame, e na maioria dos casos é declarado pelo médico, que vai avaliar a história do paciente – e do seu joelho – e fazer um exame físico minucioso. Os exames de imagem irão complementar a investigação.
Podemos dizer que o diagnóstico da tendinite patelar passa por 3 pontos principais:
1) Análise da história do paciente
Será o ponto de partida da avaliação médica. Como na tendinite patelar não há uma dor traumática, e sim uma dor que aparece de forma insidiosa, buscar a história do paciente e do que aconteceu com o seu joelho é fundamental para o diagnóstico.
Dor insidiosa é aquela que não dá sinais muito preocupantes no seu início e que vai aumentando gradativamente.
Ou seja: ontem doeu um pouquinho, hoje passou a doer um pouco mais e quando o paciente participa de um jogo ou faz um treino mais intenso, vê a piora dessa dor.
Analisando a história, o médico terá condição de entender a relação do agravamento da dor com o aumento da intensidade dos treinos.
2) Exame físico do paciente
Ao realizar o exame físico, o médico pode observar sinais importantes. Por exemplo, a região abaixo da linha da patela pode estar inchada, mais gordinha, como se houvesse uma bochecha no joelho.
Observando de frente, pode-se notar duas “bolinhas” na lateral do tendão patelar. É a chamada gordura de Hoffa (ou hoffite se estiver inflamada), se estiver presente, pode ser um forte indício para o diagnóstico da tendinite patelar.

3) Exames de imagem
A tomografia e a ressonância magnética são os exames mais frequentemente utilizados para diagnosticar a tendinite patelar. Nos exames pode-se notar um hipersinal no tendão patelar, ou seja, o acúmulo de líquido na região.
Além disso, a ressonância magnética pode mostrar o intumescimento das fibras do tendão patelar, edema da gordura de Hoffa (Hoffite), dependendo do estágio da tendinite, outras alterações como a calcificação da tuberosidade anterior da tíbia ou do ápice da patela.

Como é o tratamento da tendinite patelar na fisioterapia esportiva
Na Wolf Fisioterapia, nós dividimos o tratamento em 3 fases:
1ª Fase
Na fase de dor aguda, o foco é o tratamento dos sintomas, como a redução da dor e do edema.
A primeira fase costuma levar entre 2 a 4 semanas.
2ª Fase
Na segunda fase, que chamamos de fase de reestruturação, trabalhamos o fortalecimento muscular, o desenvolvimento do equilíbrio e a adequação da postura.
A segunda fase, que é o tempo de reestruturação, o tempo necessário para que o músculo fique mais forte, leva de 4 até 12 semanas.
3ª Fase
Na terceira e última fase, o paciente começa a ser exposto aos exercícios mais intensos da sua prática esportiva, além de iniciar o seu retorno ao esporte.
É bom destacar, no entanto, que essas 3 fases nem sempre são totalmente separadas. A segunda e a terceira fase, por exemplo, podem ocorrer de forma simultânea, dependendo da gravidade dos sintomas e da condição física do paciente.
A terceira e última fase, que é a fase de retorno ao esporte, costuma levar entre 12 a 18 semanas.
Para ilustrar como é o tratamento da tendinite patelar na fisioterapia esportiva detalhamos um caso real no e-Book gratuito: “Tendinite Patelar: Saiba o que é, sintomas, diagnóstico e tratamento na fisioterapia esportiva”.
Neste e-book detalharemos os protocolos de tratamento utilizados em cada fase, planejamento dos exercícios de reabilitação e o mais importante, como é feito o tratamento para que o paciente não tenha reincidência do problema.
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Conclusão
A tendinite patelar ou joelho de saltador é uma das lesões mais comuns do joelho, principalmente em esportes de alto impacto como o futebol, tennis e Crosfit.
Ela afeta diretamente o desempenho do atleta, causa dor no meio do joelho e, quando não tratada da forma correta, pode se tornar uma condição crônica.
Portanto, entender o movimento, a funcionalidade do joelho, explicamos as causas da tendinite patelar usando como exemplo o estiramento da corda.
Nesta matéria explicamos o que é a tendinite patelar, porque ela é tão frequente em jogadores de futebol, tenistas e nos Crossfiteiro, quais são os principais sintomas e como diferenciar da condromalácia patelar,
No e- book “Tendinite Patelar: Saiba o que é, sintomas, diagnóstico e tratamento na fisioterapia esportiva” você conhecerá como é o tratamento da tendinite patelar na fisioterapia esportiva: protocolos de recuperação, exemplos de exercícios, tempo de recuperação e como tratar a causa do problema para que não tenha reincidência do problema.
Para tratar a tendinite patelar de uma forma definitiva, com resultados efetivos e de longo prazo, evitando que o problema retorne, a base fundamental será sempre uma boa avaliação e um bom planejamento do processo terapêutico.
A Clínica Wolf Fisioterapia, localizada no Brooklin, em São Paulo, é especializada em Fisioterapia Esportiva. Clique aqui para agendar sua sessão de avaliação com nossa equipe ou venha nos visitar e conhecer de perto nosso espaço.




