Tendinite Patelar: 19 perguntas de pacientes

tendinite patelar

Sumário

Os pacientes chegam a Wolf Fisioterapia cheio de perguntas e ansiosos para entender e resolver o problema.

Nesta matéria respondemos as 19 principais perguntas que recebemos de pacientes com tendinite patelar, também conhecido como joelho de saltador.

O que é tendinite patelar?

A tendinite patelar, também conhecida como “joelho de saltador”, é a inflamação do ligamento patelar, responsável por fazer a ligação entre a patela (um osso móvel localizado à frente do fêmur) e a tíbia, na região anterior do joelho.

Quais são os sintomas da tendinite patelar?

A tendinite patelar tem sintomas variados, sendo o mais comum uma dor localizada na frente do joelho, principalmente ao subir ou descer escadas.

Outro sintoma frequente é sentir uma dor no início dos treinos que, à medida que o atleta aquece, vai diminuindo. No futebol, a dor também pode ser sentida nos saltos, nos cabeceios, em uma mudança muito brusca de direção e, principalmente, nos movimentos de freio.

Como é feito o diagnóstico da tendinite patelar?

Grande parte do diagnóstico é feita clinicamente na maioria das vezes pelo médico, que vai avaliar a história do paciente e do seu joelho, fazer um exame físico minucioso e solicitar exames de imagem como a tomografia e a ressonância magnética.

Existe diferença entre tendinite patelar e condromalácia patelar?

Sim. Embora ambas causem dor na região anterior do joelho, são condições diferentes.

A tendinite é a inflamação do tendão patelar, enquanto a condromalácia é um desgaste da articulação da patela com o fêmur.

TENDINITE PATELAR

CONDROMALÁCIA PATELAR

Como é o tratamento da tendinite patelar na fisioterapia esportiva?

Na Wolf Fisioterapia, nós dividimos o tratamento em 3 fases:

Primeira etapa, a fase aguda, o foco é o tratamento dos sintomas, como a redução da dor e do edema.

Na segunda fase, que chamamos de fase de reestruturação, trabalhamos o fortalecimento muscular, o desenvolvimento do equilíbrio e a adequação da postura.

Na terceira e última fase, o paciente começa a ser exposto aos exercícios mais intensos da sua prática esportiva, além de iniciar o seu retorno ao esporte.

É bom destacar, no entanto, que essas 3 fases nem sempre são totalmente separadas. A segunda e a terceira fase, por exemplo, podem ocorrer de forma simultânea, dependendo da gravidade dos sintomas e da condição física do paciente.

Se você quiser de informações aprofundadas sobre tratamento, tempo de recuperação, exercícios bons e ruins para quem tem este problema, clique aqui e baixe o e-book: “Tendinite Patelar- Saiba o que é, sintomas, diagnóstico e tratamento na fisioterapia esportiva”.

Quanto tempo dura o tratamento? Qual é o tempo de recuperação da tendinite patelar?

A primeira fase costuma levar entre 2 a 4 semanas.

A segunda fase, que é o tempo de reestruturação, o tempo necessário para que o músculo fique mais forte, leva de 4 até 12 semanas.

A terceira e última fase, que é a fase de retorno ao esporte, costuma levar entre 12 a 18 semanas.

Eu nunca senti dor no joelho. Por que comecei a sentir agora? Será por causa da idade?

A idade influencia sim, principalmente na demora para adquirir um bom condicionamento físico. Mas tudo o que abordamos neste ebook se aplica tanto a jovens de 12, 15 anos (nós temos visto bastante jovens nessa idade com problemas no joelho), quanto às pessoas mais velhas.

Além disso, quando uma pessoa tem uma má organização da postura, é mais desequilibrada, a tendência é que esse problema se agrave com o passar dos anos.

Na fisioterapia esportiva, nós corrigimos os desarranjos posturais e a falta de equilíbrio para melhorar tanto a força muscular quanto a absorção de carga do tendão. Então pode ter relação com a idade? Sim, pode. Mas a causa fundamental da dor no joelho não será somente a idade.

A dor no joelho pode estar associada à dor do crescimento?

Sim, às vezes as duas situações podem estar associadas. Porque quando uma criança cresce muito rápido, o joelho sofre com os encurtamentos musculares. Mas a tendinite patelar não é causada pelo crescimento propriamente dito.

Uma criança entre 10 e 15 anos tem um estirão. De repente, ela tem que aprender a lidar com 10, 15 kg a mais do que ela estava acostumada e tem que aprender a equilibrar esse peso. Nesse caso, a tendinite surge devido à essa aplicação de força pelo aumento de peso. Mas essa pode, sim, ser uma das causas indiretas da tendinite patelar.

O tênis tem influência no surgimento da tendinite patelar?

Sim. Os tênis que têm muito amortecimento perdem a função de estabilizar o pé e, por isso, há uma grande chance de piorar tanto o equilíbrio quanto a absorção do impacto.

Os tênis de maratonistas têm, em geral, muito amortecimento e, pela minha experiência na prática clínica, eles podem levar as pessoas a terem menos equilíbrio, principalmente nos exercícios mais estáticos e nos exercícios onde há um maior controle da aplicação de força no chão.

O tênis ideal é aquele que entrega estabilidade e firmeza quando apoiamos o pé no chão e que nos permite perceber quando esse impacto se dá de uma forma muito dura.

Em se tratando de chuteiras, existem alguns modelos que têm um pouco de amortecimento, mas a grande maioria tem menos.

Já os tênis sem drop, como os tênis de skatistas, podem ser bons para quem corre pequenas distâncias, como no CrossFit, quando você consegue controlar e perceber melhor a aplicação de impacto no chão.

Os tênis com maior amortecimento, portanto, são mais indicados para quem corre longas distâncias, como os corredores de 21 e 42 km. Para o futebol, o mais indicado seria um tênis de corrida normal, principalmente durante a preparação física.

O uso de joelheiras ajuda a melhorar a dor no joelho?

Não. Principalmente em relação a esse movimento que estamos abordando de bater o pé no chão, que gera um impacto que vai chegar ao joelho, a joelheira não ajuda porque não melhora a coordenação nem o equilíbrio. Ela não vai amarrar “a carga que está solta na caçamba do caminhão”.

Portanto, as joelheiras não ajudam na tendinite patelar. Existe uma técnica muito específica, que é a aplicação de tensão em cima do tendão patelar para aliviar os sintomas, mas que também não trata o problema.

Quais são os melhores exercícios para a tendinite patelar?

Os melhores exercícios para a tendinite patelar são aqueles que ensinam você a absorver o impacto, que ensinam você a se equilibrar e usar o joelho de uma forma adequada.

Exercícios como se equilibrar em cima de uma perna só, salto e contra salto (que são muito utilizados na preparação física) e salto em cima de uma perna só são muito bons para serem usados tanto na preparação física quanto no tratamento da tendinite patelar.

Quais são os piores exercícios para a tendinite patelar?

Até a segunda fase do tratamento, qualquer exercício que promova uma maior angulação do joelho, como o agachamento que vai além dos 90°, ou que ultrapassa a linha paralela entre o joelho e o quadril, é considerado ruim.

Todas as dores são ruins? Ou existe alguma dor que podemos dizer que é boa?

A única dor boa é a que sentimos no músculo quando ele está sendo estimulado. É uma dor que traz aquela sensação de queimação muscular na coxa ou na panturrilha. Essa é uma dor que podemos sustentar. Por outro lado, a dor de pontada, a dor que parece um beliscão ou que é sentida dentro do joelho são consideradas dores ruins.

O que é melhor? Compressa de água quente ou compressa de água fria?

Na primeira fase, a fase inflamatória, o melhor é a aplicação de compressa de água fria ou de gelo durante 20 minutos. Alguns estudos dizem que o gelo atrapalha a recuperação da tendinite patelar, o que é verdade, porque ele retarda o efeito inflamatório. Mas é justamente na fase aguda que mais se precisa do alívio dos sintomas para seguir a rotina diária.

Então, quando você está com o joelho quente, inflamado e inchado, vale a pena usar o gelo para aliviar esses sintomas. Mas é bom lembrar que esse não será o tratamento da tendinite patelar. O tratamento consiste em fazer exercícios adequados nos tempos adequados.

Já a compressa de água quente nunca será boa nesse caso. Elas são indicadas somente para relaxar a musculatura.

Eu posso continuar jogando bola se tiver tendinite patelar?

Durante a fase aguda, o ideal é se afastar dos exercícios de maior intensidade. Dependendo da gravidade dos sintomas, você pode voltar a treinar já no primeiro mês de tratamento, desde que tenha bom preparo físico e domine os movimentos ensinados na fisioterapia.

Como eu posso curar a tendinite patelar rápido?

Não existe uma forma rápida de curar a tendinite patelar. Soluções rápidas não abordam o que realmente precisa ser tratado: a sensação de insegurança em campo, a percepção de passos atropelados durante o jogo e, principalmente, a causa raiz do problema.

Para tratar a tendinite patelar de uma forma definitiva, com resultados efetivos e de longo prazo, evitando que o problema retorne, a base fundamental será sempre uma boa avaliação e um bom planejamento do processo terapêutico.

Quais são os principais exercícios de fortalecimento para a tendinite patelar?

Exercícios que exigem um deslocamento agachado, como o siri, a caminhada lateral e a fundo deslizando são ótimos exercícios para o fortalecimento muscular de forma protegida, ou seja, sem uma maior angulação do joelho.

No caso de jogadores de futebol, exercícios como a condução de bola, a caminhada conduzindo a bola e a corrida no lugar – que expõe o atleta a uma velocidade mais parecida com a do esporte, porém sem angulação – são ótimos exemplos de exercícios que usamos nessa fase de fortalecimento.

Tenho tendinite patelar, eu preciso operar?

A tendinite patelar não tem uma indicação clara de cirurgia. Exceto nos casos de controle extremamente difícil, tratamos a maioria dos casos de forma conservadora, utilizando fisioterapia, medicação e controle de carga.

Tem como prevenir a tendinite patelar?

Sim. A prevenção passa pelo fortalecimento muscular, melhora do equilíbrio, correção da postura e o uso de tênis adequados para a sua prática esportiva.

Conclusão

Para tratar a tendinite patelar de uma forma definitiva, com resultados efetivos e de longo prazo, evitando que o problema retorne, a base fundamental será sempre uma boa avaliação e um bom planejamento do processo terapêutico.

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